Foto: Lunaé Parracho
Foto: Lunaé Parracho

Há quem ainda não esteja levando a sério a urgência que o aquecimento global e as mudanças climáticas nos impôem e, pior, considere tudo um grande exagero. Países que deveriam estar tomando todas as medidas possíveis para reduzir a emissão de CO2 na atmosfera ainda relutam em agir, mesmo com todas as evidências científicas apontando para o fato de que precisamos fazer algo o quanto antes para evitar que o planeta aqueça demais.

Enquanto os homens ficam no discurso, adiando a tão necessária ação, o planeta vai dando mostras inequívocas de que está mal das pernas. O Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC), da Espanha, divulgou nesta terça-feira, segundo a agência de notícias EFE, que um bloco de gelo de 14 mil quilômetros quadrados se desprendeu da plataforma de gelo Wilkins, na península Antártica, espalhando icebergs gigantescos pelo mar. O bloco, dez vezes o tamanho da cidade de São Paulo, está agora solto como resultado direto do aquecimento global, afirmam os cientistas.

"Este é um caso emblemático de que o aquecimento global está afetando o planeta e requer ação urgente dos governos para proteger o clima", afirmou Marcelo Furtado, diretor executivo do Greenpeace Brasil, lembrando que a próxima reunião da ONU sobre clima, marcada para dezembro em Copenhague, na Dinamarca, é uma excelente oportunidade para que o mundo promova ações concretas para reduzir as emissões de CO2 e impedir que o aquecimento global provoque danos irreversíveis ao planeta.

O Greenpeace iniciou em janeiro, no Brasil, a expedição Salvar o Planeta. É Agora ou Agora para expor os principais problemas ambientais brasileiros, apresentar as soluções viáveis e engajar as pessoas a pressionarem o governo brasileiro a liderar as negociações na reunião da ONU em Copenhague. O Brasil deve se comprometer a reduzir a zero o desmatamento na Amazônia, investir mais em energias renováveis e proteger o mar e sua biodiversidade.

É agora ou agora!