quinta-feira, 11 de julho de 2013

Grupo de seis ativistas que escalaram o edifício Shard em protesto contra a Shell (David Sandison / ©Greenpeace)

 

Após 15 horas de árdua escalada no Shard, o maior edifício da Europa ocidental localizado em Londres, a ativista do Greenpeace, Wiola Smul, de 23 anos, alcançou o topo a mais de 310 metros do chão. As escaladoras foram saudadas pela multidão que acompanhava tudo do solo, e por dez mil pessoas que assitiam via streaming pela internet. A ativista balançou uma grande bandeira que mostrava a mensagem “Salve o Ártico” do topo do edifício.

O edifício foi escolhido porque ele está entre os três principais escritórios da Shell em Londres, incluindo sua gigantesca sede na margem sul do rio Tâmisa. O time de escaladoras iniciou a ação às 4 horas desta manhã, após driblar o sistema de segurança na base do arranha-céu, e durante todo o dia elas se empenharam para alcançar o topo. As escaladoras mais experientes praticaram o “free climbing” - escalada sem auxílio de equipamento - , mas instalaram cordas de segurança durante o percurso. Durante o percurso, carregaram mochilas com uma obra de arte de dimensões enormes, que seria instalada no topo do Shard.

A audaciosa escalada de hoje faz parte de uma campanha do Greenpeace inaugurada há um ano, durante a Rio+20, para tentar impedir o avanço de empresas como a Shell e outras gigantes exploradoras de petróleo sobre o Ártico. Após sua desastrosa e frustada tentativa de extrair petróleo na costa do Alasca, nos Estados Unidos, a Shell une forças com a Gazprom, uma gigante estatal do petróleo russo, responsável por grande parte dos desastres ambientais.

O diretor-executivo do Greenpeace Reino Unido, John Sauven, comentou a ação afirmando que “é uma honra estar aqui nos pés de um dos maiores prédios da Europa e testemunhar essa marcante conquista realizada por essas mulheres. Assiti-las exibir a bandeira a favor do Ártico do topo do Shard foi uma experiência única. E eu não sou o único vendo isso hoje: executivos da Shell, cujos escritórios ficam em volta deste grande arranha-céu, não podem simplesmente ignorar o nosso pedido. Como resultado da nossa ação, mais cinquenta mil pessoas aderiram à campanha do Ártico.”

“Se a Shell continuar a ignorar esse grande movimento que se levanta contra ela, um dano irreversível pode ser causado à sua reputação”, completou Sauven.

Tendo balançado sua bandeira para toda Londres ver, as escaladoras avaliaram as condições de instalação da grande obra de arte que ilustraria a beleza do Ártico, já que em quatro horas – tempo estimado de instalação – já teria anoitecido e os céus estariam escuros. Agora elas descerão de volta ao solo, com a certeza de que inspiraram muitas pessoas ao redor do mundo e que agiram para proteger o Ártico.

E você? Quer defender esse frágil ecossistema da exploração predatória? Assine a petição que defende a criação de um santuário internacional no Ártico e compartilhe com seus amigos.

Assine a petição