Indústria do betume no Canadá: exemplo de prática que não pode continuar (©Greenpeace/Jiri Rezac)

Ondas de calor, quebra de safras, ciclones mais frequentes e alteração no padrão das chuvas, causando cheias ou secas. Estes são alguns dos problemas que a humanidade pode enfrentar em um futuro breve, segundo relatório do Banco Mundial divulgado nesta quarta-feira, 19.

Após ter alertado sobre o risco de um aumento de 4oC na temperatura média global em relatório publicado em novembro passado, o novo documento do Banco Mundial mostra as possíveis consequências para algumas áreas pobres do planeta, como o Sul e Sudeste Asiático e a África subsaariana.

Leia o relatório na íntegra, em inglês: "Turn Down The Heat: Climate Extremes, Regional Impacts, and the Case for Resilience".

Embora um aumento de 4oC possa parecer a diferença que faz você decidir se vai ou não à praia, ela pode ter consequências devastadoras em uma escala mundial. É praticamente o que determinou a alteração climática entre a última era do gelo e a atualidade, só que agora pode acontecer num período de tempo bastante mais curto.

A queima de combustíveis fósseis, como petróleo e carvão mineral, são os maiores vilões do clima, uma vez que despejam na atmosfera enormes quantidades de carbono por ano. Este gás tem a capacidade de represar o calor. Daí o gradual aumento da temperatura global.

Os cientistas estão convencidos de que são necessários esforços para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis para manter o aumento da temperatura média global em até 2oC, evitando, assim, piores consequências para o planeta.

“Alguns impactos das mudanças climáticas já são inevitáveis. Os países ricos devem prestar apoio urgente às nações mais pobres e vulneráveis para adaptação”, disse Stephanie Tunmore, da campanha de Clima do Greenpeace Internacional. “Aumentos maciços dos futuros custos de adaptação e reparação de danos apenas poderão ser evitados com investimentos imediatos em um futuro de energia limpa.