Foto: Rogério Santana / Governo do Rio/Divulgação

Depois de ser acusada de danos ambientais e violação aos direitos humanos por derramamentos de óleo no Equador, financiamento de terrorismo em Angola, violação da Lei do Ar Limpo nos Estados Unidos, e destruição das florestas em Bangladesh, a petroleira norte-americana Chevron imprime agora a sua marca característica também no Brasil. Ela é protagonista do primeiro vazamento de petróleo em alto-mar no país, que ocorreu na Bacia de Campos, litoral fluminense.

Há uma semana tentando controlar o acidente, a Chevron está sendo socorrida por outras petroleiras, pois não possui os equipamentos necessários na região. Além disso, não tem oferecido à população informações claras sobre o caso e suas possíveis consequências. A Agência Nacional de Petróleo (ANP), que deveria fiscalizar as operações petrolíferas no Brasil, nem sequer noticiou o vazamento em seu site.

Na noite da última sexta-feira, a empresa calculava que 60 barris de óleo tinham chegado à superfície. Já no sábado a empresa informou que o vazamento girava em torno de 400 e 650 barris. Ou seja, em 24 horas, o vazamento, que tinha sido considerado “pequeno”, havia crescido mais de 10 vezes. Ela afirma que a causa seria uma “falha natural” na superfície do fundo do mar. Mas essa mesma falha não aparecia no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do campo de Frade.

O governo brasileiro tem que ficar cada dia mais atento, pois o conflito tem se intensificado com as plataformas off-shore em alto-mar. Precisamos diminuir a dependência nos combustíveis fósseis e migrar para um futuro mais renovável. Mais do que nunca, precisamos liderar um acordo global para a criação de um instrumento legal que proteja os oceanos. A Rio +20, no próximo ano, é a chance de o Brasil conseguir garantir uma efetiva proteção aos mares.

*da campanha de Clima e Energia