Ativistas do Greenpeace ocupam a escada do Congresso Nacional para pedir que deputados votem a lei dos Resíduos Eletrônicos (©Greenpeace)

 

Esta semana, 40 ativistas do Greenpeace Argentina foram ao Congresso Nacional para pedir que a Lei do Lixo Eletrônico seja votada. Fantasiados de deputados e simulando a detonação de uma bomba, os ativistas levaram um banner gigante com a seguinte mensagem “Deputados, não detonem a bomba. Lei dos Resíduos Eletrônicos já”. Dessa forma, mais uma vez exigiram a urgente votação da lei, adiada na Câmara, e que se não for aprovada nos próximos dois meses perderá o status parlamentar.

“O lixo eletrônico cria uma bomba que deve ser desativada e é extremamente perigoso para o meio ambiente e para a saúde das pessoas. Precisamos ter uma lei que obrigue a separação do lixo eletrônico dos outros resíduos domésticos, dessa forma os componentes eletrônicos poderão ser reciclados e as empresas serão responsáveis pela gestão dos dispositivos após o final da vida útil. Essa responsabilidade recai hoje sobre o Estado”, explicou Consuelo Bilbao, Coordenadora da Unidade Política do Greenpeace.

Na Argentina, a cada ano, são geradas mais de 120 mil toneladas de lixo eletrônico. No entanto, ainda não há um sistema de gestão que cuide dos matérias tóxicos no lixo doméstico.

“Além de conterem substâncias tóxicas, os resíduos são materiais valiosos que podem ser recuperados e reciclados. Hoje, são jogados no lixos, mas 95% de um celular pode ser recuperado. Não apenas se contamina o ambiente, mas recursos valiosos que poderiam ser reutilizados são desperdiçados”, disse Bilbao.

A lei obriga as empresas a assumirem responsabilidade legal e financeira de gestão – reutilização e reciclagem – dos resíduos de seus equipamentos e prevê a proibição de substâncias tóxicas na fabricação. “Só em 2011, 10 milhões de celulares foram descartados. Hoje, os aparelhos não duram nem dois anos, o que demonstra claramente o ritmo de consumo e de descarte de tais equipamentos. O problema que enfrentamos hoje é como uma bomba-relógio”, acrescentou Bilbao.

Desde 2011, o Greenpeace denuncia o descaso com a Lei de Resíduos Eletrônicos pelas comissões de Indústria, Meio Ambiente e Orçamento da Câmara dos Deputados. Este ano, além disso, os ambientalistas destacam a urgência da aprovação da lei porque caso o projeto continue parado perderá o status parlamentar e voltará à estaca zero.

Junto com mais de 95 mil pessoas que assinaram a petição online em defesa da votação da lei, o Greenpeace continua exigindo que os deputados votem urgentemente sobre o assunto.