O 'safety pod', cápsula de segurança do Arctic Sunrise que foi confundida com uma bomba (© Denis Sinyakov / Greenpeace)

 
Algo no navio que “remete a uma bomba”. Essa é a acusação da Gazprom em resposta aos protestos pacíficos realizados pelos ativistas do Greenpeace a bordo do Arctic Sunrise contra a petroleira russa que visa explorar o Ártico. Abordada violentamente pela Guarda Costeira Russa, a tripulação segue mantida detida sob armas fogo há mais de 12 horas. Entre eles está a brasileira Ana Paula Alminhana Maciel, de 31 anos.

De acordo com a mídia russa, os trabalhadores da plataforma Prirazlomnaya, alvo do protesto, descreveram a cápsula de segurança do Arctic Sunrise, usada para proteger o navio de jatos d’água, como “uma possível bomba”.

A cápusla mede 3 metros de comprimento por 2 de largura, é colorida e contém os logos do Greenpeace. Assista ao vídeo (em inglês) e julgue por você mesmo se a cápsula de segurança é realmente uma bomba. Um concurso público foi organizado para criar a cápsula: é possível conferir mais detalhes da competição clicando aqui. Isso mostra que a acusação da Gazprom seria engraçada se não fosse tão perigosa, já que eles podem ser acusados de terrorismo.

O Greenpeace ainda não foi formalmente informado sob quais acusações os ativistas foram enquadrados, e nem se seus direitos consulares estão sendo respeitados. Mais de 20 escritórios do Greenpeace planejam protestos em frente às embaixadas russas ao redor do mundo.

O coordenador da campanha do Ártico do Greenpeace, Ben Ayliffe, comentou o caso: “A segurança dos nossos ativistas é prioridade no momento. Eles não fizeram nada que justificasse um tratamento tão agressivo. O governo russo diz que o Arctic Sunrise é uma ameaça ao meio ambiente, mas a verdadeira ameaça vem da Gazprom, uma das petroleiras que mais negligencia a segurança da região”. Bem Ayliffe se refere à exploração não-convencional realizada pela petroleira russa, modalidade que envolve diversos riscos à região.

Assine a petição pela libertação da brasileira Ana Paula e dos outros 29 ativistas clicando aqui.