Ativistas do Greenpeace bloqueiam a entrada principal do escritório da Shell em Colombes, na França. (©Nicolas Chauveau/Greenpeace)

 

Logo pela manhã, a sede do escritório da Shell na França foi visitada por ursos polares e ativistas que levaram neve falsa e foram pedir que a empresa abandone seus planos de exploração de petróleo no frágil Ártico.

Com banners que diziam "Salve o Ártico" e "Tirem as patas do Ártico", os ativistas do Greenpeace bloquearam a entrada principal da Shell e ocuparam o local durante cinco horas até a chegada da polícia que os prendeu e os retirou do local. A ação na França faz parte da campanha global do Greenpeace que visa a criação de um santuário no Ártico que proteja o importante ecossistema.

Até agora os protestos do Greenpeace ocorreram em 40 cidades na Alemanha, em Londres, em Edimburgo, e na Suíça -  onde um urso polar visitou a casa do CEO da Shell para pedir abrigo - e em outros postos e escritórios da Shell espalhados pelo mundo. A gigante do petróleo pretende começar a explorar óleo no Ártico nas próximas semanas, mesmo que não tenham a tecnologia e a estrutura necessária para exercer a atividade e quem afirma isso é a própria companhia. Foi o representante da Shell no México que afirmou ser mais fácil ir até a Lua do que ao Ártico.

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Além disso, essa semana, o navio petroleiro Noble Discover desprendeu-se de sua âncora, ficando a deriva por um tempo na Baía de Dutch, no Alaska, e alcançando a praia. A Shell nega o incidente, mas as fotos e os vídeos estão lá para comprovar que a empresa não consegue garantir a segurança do seu navio nem quando ele está parado, o que dirá quando começar a explorar petróleo?

Se você também quer proteger o Ártico, participe da campanha. Assine a petição no site e divulgue. Já somos 960 mil ajudando na criação do santuário que protegerá a região.