Karen em ação. foto: Greenpeace/Alexandre Cappi
Karen em ação. foto: Greenpeace/Alexandre Cappi

Ser voluntário, seja qual for, deveria ser matéria obrigatória na vida. Daquelas que não tem prova, nem se repete de ano. Onde é preciso executar tarefas para conseguir êxito. Horas de dedicação, trabalho, árduo, para quem busca trabalho do tipo que molda a alma.

No GREENPEACE fica meu voluntariado. Um certo dia acordei e pensei: o que posso fazer pelo meu planeta? Sem saber o que fazer, resolvi ir atrás de quem soubesse. E hoje estou aqui, dor nas pernas, marcas de sol que formam em mim uma camiseta, a verdadeira camiseta que quase andou sozinha, e com o melhor cansaço do mundo, aquele de felicidade pós missão cumprida.

A ação foi no open boat do final de semana, onde um dos navios do Greenpeace aportou em Santos para podermos alertar a população sobre a situação atualdo mundo e aquecimento global.

Jamais imaginei o quando iria fazer e ainda mais o que iria aprender. Aprender sobre a situação do planeta, ver como pessoas que nem se conhecem conseguem triunfos tão grandiosos quando se unem para lutar pela mesma e nobre causa.

Tem caixa pra transportar? Com pessoas em corrente tudo fica mais fácil. Alguém precisa de ajuda? E ela aparece num piscar de olhos.   Harmonia, integração. Sorriso que aparece durante todo o momento,mesmo quando o sol aparece intenso,mesmo quando as pernas mal aguentam subir as escadas.

Tudo dá sempre certo, de uma forma ou de outra. A gratidão dos visitantes, palavras de incentivo, elogio ou palmas. O coração voluntário bate forte. Sente que sua palestra surtiu efeito, que ajudar alguém a subir um degrau faz a diferença. Sente que seu sorriso tem o poder de atrair outros e que sua palavra de comando traz total segurança.

Todos são importantes, incluindo aquele moço, com a água na mão, que torna-se quase um Deusq uando aparece ao longe.

Palmas, para todos, palmas.

Palmas também para os visitantes, que passaram mais de quatro horas na fila, em baixo de sol, chuva e não arredaram o pé. Visitantes ovacionados que emocionaram ao final desta jornada.

Palmas que faziam delirar. Uma fantasia de tubarão e logo a transformação. Dentes de mentira de arrancavam as mais diferentes reações. Um cascudinho charmoso que fazia as crianças de aproximarem com grande emoção. Fotos, flash, um mundo mágico que se colocava à disposição. Risadas, alegria, brincadeira, e porque não, choro? Quem disse que tubarão e tartaruga não despertam medo? Medo superado com criatividade e descontração.

Abraçar uma criança, sendo um tubarão, é muito diferente. Corações acelerados ficam bem pertinho do meu, e juntos batíamos numa só direção... para o futuro. Futuro que estamos lutando para que seja melhor para todos nós.

Parabéns a todos os voluntários que transformam o trabalho duro em lição de casa que nos ensina o verdadeiro valor da vida.