Ontem em audiência no Senado sobre o aumento da participação da energia solar na matriz energética brasileira Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica (Apine) e Greenpeace formavam o coro pelas renováveis. O Ministério de Minas e Energia (MME) desafinou, se mantendo favorável ao aproveitamento de grandes hidrelétricas, por conta da melhor relação entre preço e geração de energia.  Altino Ventura, do MME, até defendeu os coletores solares, mas criticou a geração por painéis fotovoltaicos ou concentradores solares por seu custo extremamente alto.

 

Argumentos como esse, de que a energia solar e as renováveis são muito caras e impactam o bolso do consumidor, caem por terra se levarmos em conta que nos últimos dois anos o país gastou mais de R$ 3 bilhões acionando as termelétricas fósseis nas épocas em que os reservatórios das hidrelétricas estavam baixos.

 

As renováveis só serão realmente competitivas, quando o governo der incentivos para o setor. A adoção do feed-in, mecanismo aplicado em vários países da Europa, pode reduzir o preço da energia solar e torná-la compatível com as demais energias em alguns anos. O feed-in já foi adotado em vários países da Europa com sucesso.

 

Audiência no Senado foi convocada pelo senador Renato Casagrande, presidente da Comissão do Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA). Além do Greenpeace, Aneel, Apine e MME também participaram da audiência a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), e os senadores Jefferson Praia, Marina Silva, Cícero Lucena, César Borges, João Pedro e Leomar Quintanilha.