A ativista brasileira Ana Paula na Corte de Murmansk (© Greenpeace/Dmitri Sharomov)

 

Os deputados da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos farão um ato pela libertação de Ana Paula Maciel, nesta quarta-feira, dia 9, às 15h, para reafirmar a solidariedade do Congresso Nacional aos ativistas do Greenpeace presos na Rússia.

Durante a atividade, que ocorrerá às 15h no Hall da Taquigrafia, no Anexo II da Câmara, será feita uma coleta de assinaturas pedindo que a brasileira e os outros 29 detidos possam aguardar as investigações em liberdade. Depois, o abaixo-assinado será entregue ao embaixador da Rússia no Brasil.

“A prisão de Ana Paula e dos demais ativistas se deu de forma totalmente arbitrária. Além de pedir a libertação dela, este ato é também contra a criminalização dos movimentos sociais e de seus integrantes, que acontecem todos os dias, inclusive no Brasil”, disse a deputada Erika Kokay (PT-DF), da Coordenação da Frente de Direitos Humanos e uma das organizadoras do ato.

Os deputados também devem apresentar, ainda essa semana, uma moção de apoio à libertação de Ana Paula na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional. O requerimento deve ser proposto pelo deputado Henrique Fontana (PT-RS) e deverá ser subscrito por parlamentares da Frente membros da CRE. Os parlamentares devem protocolar ainda um pedido de viagem de uma Comissão Externa até a Rússia para discutir o tema com autoridades locais.

Outros políticos também já demonstraram apoio a Ana Paula, como o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), e o senador Paulo Paim (PT-RS), que, em discurso realizado ontem, dia 7, apelou à presidente Dilma Rousseff para que interceda junto ao governo russo pela libertação da brasileira.

Ana Paula está presa desde o dia 19 de setembro na Rússia, ao lado de outros 27 ativistas e dois jornalistas. Eles foram presos ilegalmente a bordo do navio Arctic Sunrise, que navegava em águas internacionais, após um protesto pacífico contra a exploração de petróleo no Ártico. Levados para a cidade de Murmansk, noroeste da Rússia, foram acusados de pirataria e podem ser condenados a até 15 anos de prisão.

Ajude você também a libertar os 30 do Ártico. Clique no botão abaixo e envie uma mensagem para a presidente Dilma e para o embaixador russo no Brasil pedindo a intervenção deles.

                                              

Libertem nossos ativistas