Ativista vestido de urso polar em Moscou, na Rússia, protesta pela proteção do Ártico (©Denis Sinyakov/Greenpeace)

Hoje até pode ser dia da mentira, mas o urso polar que estava navegando pelo rio Moskva não era uma ilusão, muito menos uma brincadeira. Diretamente do Ártico, um urso solitário estava à deriva no rio que corta a cidade Moscou, na Rússia, e em seu bloco de gelo e com um remo conseguiu se aproximar do Kremlim, sede do governo da Federação Russa, conhecida como fortaleza russa. Lá, ele desenrolou o banner que dizia “O Ártico não está a venda”.

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O urso foi forçado a deixar o Polo Norte para procurar ajuda. Empresas gananciosas estão promovendo uma corrida e disputa pelo petróleo que está embaixo do gelo ártico e parece que não desistirão até conseguir extrair a última gota de óleo.

Este ano, duas gigantes estatais do petróleo, a Statoil e a Rosneft, planejam se unir para explorar no mar de Barents, em condições adversas com tempestades e calotas polares à deriva. A decisão ainda será confirmada na reunião de acionistas da Statoil, sendo a Noruega a principal acionista.

A Rosfnet tem um passado manchado por mais de 10 mil vazamentos de petróleo por ano. Nos últimos anos, a empresa tornou-se uma das maiores participantes do monopólio do Ártico com mais de 20 concessões para a produção de petróleo em plataforma e com planos para perfura no gelo em breve.

Já a Statoil é cuidadosa em manter limpo o mar norueguês, onde a legislação é muito restritiva, mas investe em empreendimentos arriscados em outros países. Na Rússia, por exemplo, pretender perfurar no gelo, algo que não é permitido na Noruega. Sem a tecnologia, os investimentos e a imagem positiva da Statoil, é muito improvável que a Rosneft consiga começar a perfurar no Ártico em um futuro próximo.

Diante de todas essas ameaças, o Greenpeace pede que o Ártico seja considerado santuário internacional para que possa ser protegido. Assine e divulgue a petição www.salveoartico.org.br

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