Greenpeace Brasil apoia a Casa Santa Gemma e o Abrigo Paulo de Tarso em financiamento coletivo para que ambas possam gerar a sua própria energia renovável

Maria Antonia Coelho recebe visita de estudantes no Abrigo Paulo de Tarso. (©Geraldo Pestalozzi/Greenpeace)

As cidades de Uberlândia (MG) e Nazaré (BA) estão a quilômetros de distância, em diferentes estados do Brasil, mas possuem algo que as une: duas entidades beneficentes que acolhem pessoas que não têm mais família para recorrer, e a quem um lar faz muita falta. São elas a Casa Santa Gemma, que recebe moradores de rua, e o Abrigo Paulo de Tarso, especializada em cuidar de idosos. 

Em comum, essas duas instituições também têm as dificuldades para pagar as contas todos os meses. Com muito esforço, elas se mantêm e compram alimentos, remédios e itens de higiene pessoal, pagam seus funcionários e as despesas das sedes. E, nos últimos anos, se depararam com um problema a mais: o preço da energia elétrica que não para de subir, tornando a conta de luz um peso extra no orçamento apertado.

Existe, no entanto, uma forma de ajudar a Casa Santa Gemma e o Abrigo Paulo de Tarso a continuarem seu importante trabalho: as entidades se uniram ao Greenpeace Brasil em um financiamento coletivo (crowdfunding) com o objetivo de levantar o dinheiro suficiente para a instalação de painéis solares em suas sedes.

Já que estão em regiões muito ensolaradas do Brasil, nada mais justo do que incentivá-las a aproveitar a luz do sol que pode virar energia elétrica. Quando tiverem um sistema de energia fotovoltaica em seus telhados, as entidades poderão praticamente zerar os gastos com a conta de luz.

Segundo Carlos Moura Santos, diretor do Abrigo Paulo de Tarso, o dinheiro economizado com as placas solares poderá ser investido em fisioterapia para os idosos. “Sabemos que a fisioterapia é muito importante para manter a saúde e o bem-estar dos idosos que moram aqui. Mas nosso orçamento não permite que paguemos um profissional”. Hoje, já existe uma sala pronta para receber um fisioterapeuta, mas, como aponta Carlos, é usada apenas por uma voluntária que oferece algumas horas de fisioterapia por semana. “Queremos mais. Queremos um profissional que atenda todos os idosos e que seja remunerado por isso.”

Já na Casa Santa Gemma, a economia na conta de luz irá tornar realidade um sonho antigo: uma residência para abrigar mulheres. Sem gastar tanto com energia elétrica, vai ser mais fácil construí-la e mantê-la. “Até agora, só recebemos homens porque nossa estrutura é precária. Queremos abrir nossas portas para as mulheres, tirar mais pessoas das ruas e ajudá-las a reconstruir suas vidas”, diz Jack Albernaz, um dos fundadores da entidade.

Solarização

Essas entidades não foram escolhidas por acaso. Ambas fizeram parte de uma votação no jogo Solariza,  no qual os internautas podiam votar em uma entidade carente que deveria ganhar um sistema de energia fotovoltaica. A Casa Santa Gemma ficou em segundo lugar e o abrigo Paulo de Tarso, em terceiro.

A vencedora foi a associação Amarati, que atende pessoas de todas as idades com lesões neurológicas. “Dizem que o sol é para todos, então, achamos que as outras duas entidades mereciam uma chance de também ter painéis solares”, diz Bárbara Rubim, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace. “Afinal, o dinheiro que elas economizarão com as contas de luz será muito valioso e importante para que mantenham o trabalho em suas comunidades”, completa.

Para ajudar a Casa Santa Gemma e o Abrigo Paulo de Tarso a terem painéis solares e uma conta de luz mais baixa, você pode doar a quantia que desejar no site do crowdfunding. Doa agora!