O Valor Econômico destaca hoje a iniciativa de um grupo de grandes empresas e entidades que atuam no Brasil de influenciar o governo federal para assumir metas obrigatórias de redução de emissão de gases-estufa. O país é contra essas metas, pelo menos em um futuro próximo.

O grupo é formado pelas companhias Suzano Papel e Celulose, Light, Rhodia, Shell, Arcelor Mittal, Klabin, Ambev, AES e Benco e pelas entidadades União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Associação Brasileira de Papel e Celulose (Bracelpa) e Conselho Superior do Agronegócio (Cosag-Fiesp).

Não se trata de epifania ecológica, e sim de garantir lugar em um novo mercado descarbonizado que se desenha para o futuro próximo. As discussões internacionais sobre o perigo das mudanças climáticas se aprofundam e um novo regime político é arquitetado. As empresas sabem que, mais cedo ou mais tarde, o Brasil terá de assumir metas obrigatórias de corte de gases-estufa - e sabem muito bem que ganha mais (ou perde menos) quem adiantar essa tendência. Obviamente, elas esperam receber algum tipo de incentivo financeiro do governo para mexer em seus modelos de produção.