A estimativa da quantidade de óleo que vaza há quase dois meses da plataforma de Deepwater Horizon, no Golfo do México, acaba de subir. A Guarda Costeira americana agora fala em 25 a 30 mil barris por dia, o dobro do estimado anteriormente. O valor representa a quantidade de óleo derramada no segundo mais acidente do país, com a plataforma Exxon Valdez, a cada 8 ou 10 dias.

Dan Howells, membro do Greenpeace nos Estados Unidos, está na Lousianna. Veja o seu relato:

“Este lugar está ´com sérios problemas. Seja no ar, na praia, no barco, o óleo está por todo o lado. Isto, sem levar em conta tudo que está abaixo da superfície, que não se pode ver, mas que sabemos que está lá. O óleo agora se move para o leste, junto com o presidente Obama, que em sua próxima viagem à região sequer passará pela Lousianna, indo direto para o Mississipi, Alabama.

Isto não significa que a história acabou aqui na Grand Isle, ou em qualquer outro lugar da costa da Lousianna. O óleo que aqui chegou vai permanecer por anos, se não décadas. É interessante ouvir o relato dos locais sobre o assunto. Eu suspeito que estão todos com muita raiva da BP, do governo, até mesmo de nós, que viemos para cá documentar o desastre. No hotel que ficamos, o dono nos revelou “Adoramos vocês, mas queremos nossos turistas de volta”.

Visitei recentemente duas ilhas, Queen Bess e Cat Isle. Esta última é lar de jovens pelicanos e outros animais bebês. Em Bess, vimos pela primeira vez funcionários uniformizados de branco carregando bóias absorventes para retirar o óleo das pedras que vem contaminando a região desde semana passada. Tanto nestas duas ilhas, como na Baia de Barataria, vestimos luvas para tocar o óleo – impressionante como é pegajoso. Imagino como não seja para um pelicano, golfinho, ou qualquer outro ser vivo, ter sua pele totalmente coberta por esta gosma”.