A bióloga Leonor Cristina Souza, de Manaus, é um dos ativistas que bloquearam o navio Clipper Hope. (©Greenpeace/Felipe Meireles)

Já faz quase 48 horas que o cozinheiro do Rainbow Warrior está com trabalho dobrado: sua assistente de cozinha, a bióloga Leonor Cristina Souza, o deixou na mão. Mas foi por uma boa causa. Ela é uma dos  sete ativistas que estão se revezando no bloqueio do navio Clipper Hope, que iria para o Porto de Itaqui, em São Luis (MA),  receber 31 mil toneladas de ferro gusa para exportar aos EUA. O produto, como denunciamos nesta segunda, tem sido produzido às custas da Amazônia.

Veja o vídeo com depoimento de Leonor: 

A paisagem mudou para Leonor. Ela trocou facas, tábuas e batatas por cordas, mosquetão e capacete. E foi a terceira ativista a se prender na corrente da âncora do Clipper Hope, na manhã de segunda-feira. O motivo? “O que me faz querer estar aqui é divulgar a campanha do desmatamento zero, fazer as pessoas entenderem o trabalho do Greenpeace. Fazer com que as pessoas saiam de sua zona de conforto e se movam em prol de alguma causa”.

Ela se moveu. Nascida em Manaus, já faz mais de seis anos que Leonor se divide entre o voluntariado do Greenpeace, as aulas que dá de biologia para o ensino médio e os estudos como pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).  Há dois meses embarcada no Rainbow Warrior, ela sabe bem porque está ali. “Não é so se pendurar na ancora. Isso, la a frente, pode ter um resultado muito maior”.

*Bernardo Camara está a bordo do Rainbow Warrior

Assine a petição.