Hoje é dia de celebrar um novo passo pela sua proteção e de se preparar para uma nova aventura com a gente; muito em breve, poderemos fazer ainda mais pelo continente de gelo, tão ameaçado

A Antártida está tão longe da maioria de nós, que muitas vezes cai fora da borda dos mapas do mundo, como uma conclusão final inacabada. A massa terrestre da Antártida detém 90% da água doce no planeta, é o maior deserto do mundo e o único continente sem população humana nativa.

 Hoje, 1 de dezembro, é o Dia Mundial da Antártida - um dia para celebrar o continente que pertence a todos nós e nenhum de nós. O Dia Mundial da Antártida reconhece o “Tratado Antártico”, que reuniu governos globais interessados ​​no continente gelado. O tratado abrange todas as terras e lençóis de gelo ao sul de 60° S de latitude, e foi acordado há exatos 58 anos para colocar a Antártida fora dos limites da atividade militar, destinando-a a ser um lugar exclusivo para a paz e a exploração científica.

O Oceano Antártico circundante não só proporciona vida e abrigo para animais incríveis, únicos e icônicos se desenvolverem, mas também influencia outros oceanos e toda uma vida selvagem que vive a milhares de quilômetros de distância dali.

 No entanto, esse Tratado não foi longe e forte o suficiente para proteger o continente da perfuração de petróleo e gás ou de outras explorações minerais – é ai que o Greenpeace entra. Em 1985, após vários anos de planejamento, iniciamos uma campanha maciça para criar um “Parque Mundial Antártico”. Usando uma combinação de ações diretas, ciência sólida e pressão política, estabelecemos até nossa própria base científica na Antártida, em 1987. Muitos anos depois, é hora de voltar a navegar nesses mares em uma nova expedição dedicada a aumentar a proteção dessas águas. Para saber mais sobre essa aventura, cadastre-se no formulário abaixo.

   

O sucesso chegou em 1991, quando as nações concordaram com um protocolo ambiental de proteção à Antártida. Nossa base no continente foi fechada e removida no mesmo ano, sem deixar rastros. Desde então, o continente de gelo foi protegido contra a exploração. Mas, infelizmente, não se pode dizer o mesmo do oceano que o circunda.

 Tudo na Antártida depende diretamente do oceano. Ele fornece comida, abrigo e a própria vida, mas as criaturas que vivem lá enfrentam uma avalanche de ameaças humanas ao longo dos séculos. A massiva caça à baleia em escala industrial foi, naturalmente, um dos capítulos mais sombrios, até à sua proibição global ser alcançada em 1982 – uma conquista no qual o papel do Greenpeace foi essencial. A defesa das baleias continua agora através da luta contra as mudanças climáticas, da poluição dos plásticos e dos ruídos nos mares, da chamada "caça científica", e agora, da pesca do krill antártico, um pequeno crustáceo que é a base de toda a cadeia alimentar da região. Além disso, o Oceano Antártico está na vanguarda dos primeiros e piores impactos das mudanças climáticas. 

Um novo santuário para a Antártida

Só faz sentido que este oceano, que abriga populações globais de animais icônicos, também seja protegido como o continente já é. A Antártica não é nada sem o oceano. É por isso que, neste ano, o Dia Mundial da Antártica é uma ótima oportunidade de celebrar e de fazer muito mais.

Mar de Weddell, na Antártida: nosso novo desafio será fazer com que os governos criem a maior área protegida do mundo na região.

 Neste dia 1 de dezembro de 2017, a Área Marinha Protegida do Mar de Ross entra em vigor. Este santuário, que abrange 1,5 milhão de quilômetros quadrados, foi finalmente acordado no ano passado pela Comissão do Oceano Antártico. É uma notícia fantástica para pinguins, baleias, focas e todos nós, mas também é uma lembrança de que precisamos nos mover muito mais rápido para proteger essas preciosas criaturas e seus lares. Precisamos urgentemente proteger mais nossos oceanos, e nem sequer é um trocadilho divertido dizer que o progresso até agora foi glacialmente lento.

Em 2018, o Greenpeace retornará à Antártida, mais de 25 anos depois de desarmarmos nossa base no continente. Estamos enviando nosso navio Arctic Sunrise ao sul, em uma viagem de expedição ao fim da Terra (ou seria seu início?). Nossa missão é nos juntar a um movimento global pela criação do maior santuário oceânico do mundo para proteger a fauna frágil e surpreendente no Mar de Weddell, como os pinguins, baleias e focas.

 Mas simplesmente não podemos fazê-lo sem sua ajuda. Queremos que você se prepare para embarcar nesta nova viagem conosco! Cadastre-se abaixo para receber mais informações, fotos e vídeos incríveis dessa expedição.