Durante visita do presidente russo, Vladimir Putin, ao Papa Francisco, ativistas pedem a liberdade dos '30 do Ártico'. (©Tommaso Galli/Greenpeace)

 

Os advogados do Greenpeace entraram com pedidos de vistos de saída para todos os membros do grupo dos 30 do Ártico que não são de nacionalidade russa.  Caso o pedido seja aprovado pelo comitê de investigação, eles terão permissão de deixar o país antes da conclusão das investigações.

Todos os estrangeiros, 26 pessoas de 17 nações, receberam seus passaportes de volta após habeas corpus mediante fiança. Entretanto, eles não têm o visto que permite deixar o território russo e por enquanto ficam hospedados num hotel em São Petersburgo.

“Essa é uma situação ímpar onde os 30 do Ártico foram encriminhados e depois libertados provisoriamente sob fiança após serem detidos em águas internacionais. Estamos confiantes de que isso se resolverá logo”, explica Jasper Teulings, advogado do Greenpeace Internacional.

Referente ao navio Arctic Sunrise, o Tribunal Internacional de Direito do Mar ordenou a liberação do barco de bandeira holandesa frente a um pagamento de 3,6 milhões de euros por parte da Holanda. Ben Ayliffe, coordenador de campanha do Ártico, declarou que “já pagamos um preço absurdo por um protesto pacífico e justificado contra a exploração de petróleo no Ártico”.

A Holanda e a Rússia foram obrigadas a se manifestar perante ao Tribunal sobre a questão. O Ministro de Relações Exteriores holandês disse ter finalizado a operação bancária na última semana, e agora envia uma posição ao Tribunal.

“Nós, do Greenpeace, reconhecemos os esforços da Holanda para cumprir sua parte frente ao Tribunal Internacional. A Rússia é obrigada a liberar tanto o navio quanto os ativistas, e acreditamos que esse seja o desfecho”, adicionou Teulings.