O Ártico anda tendo dias bem agitados. Hoje, cientistas norte-americanos anunciaram que o gelo ártico atingiu sua sexta menor extensão em toda a história. A notícia foi anunciada enquanto 30 ativistas do Greenpeace ainda estão sob custódia da Guarda Costeira Russa, que entrou ilegalmente no navio Arctic Sunrise após protesto pacífico contra a exploração de petróleo no Ártico.

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Segundo Kumi Naidoo, diretor-executivo do Greenpeace Internacional, “o Ártico está derretendo diante dos nossos olhos. Ao invés de agirmos para evitar uma catástrofe ambiental, o que vemos é uma corrida para ver quem chegará primeiro às reservas de óleo no Ártico, o mesmo combustível responsável pelo problema inicial. Isso explica porque nossos ativistas se arriscaram para protestar pacificamente na plataforma de petróleo Prirazlomnaya”.

O Centro Nacional de Dados sobre Neve e Gelo (NSIDC) afirma que a extensão do gelo chegou à 5,10 milhões de quilômetros quadrados, mantendo-se acima do recorde histórico de 2012 – de 3,41 quilômetros quadrados – mas ainda é um dos mais baixos desde que os registros começaram a ser feitos, reforçando a tendência de derretimento do gelo ártico.

O navio Arctic Sunrise está sob custódia armada desde quinta-feira. Antes de entrar no navio, a Guarda Costeira Russa havia prendido sem nenhuma acusação dois ativistas que escalavam a Prirazlomnaya durante protesto pacífico. A plataforma de petróleo que pertence à Gazprom é uma das primeiras a chegar no Ártico para explorar óleo. 

“Combustíveis fósseis são uma ameaça ao clima mundial e chegamos a um momento crítico. Nós temos que mudar a prioridade e investir em energias renováveis rapidamente se queremos evitar consequências desastrosas”, afirmou Kumi Naidoo.

Ele ainda continuou: “Ao invés de impedir protestos pacíficos contra a exploração de petróleo no Ártico, as forças de segurança da Rússia deveriam focar no que realmente ameaça seus cidadãos e o meio ambiente: mudanças climáticas e exploração de petróleo. Mais uma vez, pedimos que as autoridades russas liberem o Arctic Sunrise e nossos ativistas”.

A Gazprom planeja começar a perfurar no Ártico com a plataforma Prirazlomnaya no primeiro trimestre de 2014, tornando-se a primeira companhia a retirar óleo no Ártico congelado. É por isso que o Greenpeace age para impedir essa ameaça ao frágil ecossistema Ártico e conta com o apoio das pessoas que assinam a petição que pede a proteção e a criação de um santuário internacional na região.

Junte-se a nós e ajude nossos ativistas.