Taykai Brendan e seus companheiros na conferência. Os jovens de 9 e 11 anos vieram representar o "futuro que queremos" da Rio+20. (©Greenpeace)

Um grupo de três crianças chamou a atenção nos últimos dias da Conferência Rio+20. Vindos do Canadá e do Colorado, Estados Unidos, os jovens ativistas vieram representar, frente aos chefes de Estado, a juventude que herdará o planeta, e que espera por uma mudança de comportamento.

Ontem, a atitude da menina Taykai, de 11 anos, foi motivo de aplausos calorosos em um dos corredores lotados do Riocentro. Em frente às câmeras de TV, ela rasgou um papel que simbolizava o documento oficial da conferência, tão criticado pela sociedade civil.

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Descendente de índios, a pequena canadense de Colúmbia Britânica, terceira maior província do país, veio pedir ação aos líderes mundiais. “Nós somos a geração futura, e o futuro da Mãe Terra é mais importante do que qualquer coisa. Estamos tentando passar a mensagem às grandes corporações, aos governos e à sociedade de que não podemos continuar deixando crescer buracos e cicatrizes no planeta. Os ares estão poluídos, as águas estão secando e as florestas estão morrendo. Precisamos ser a mudança necessária.”

Ela também se disse insatisfeita e triste com a posição de seu governo. “Não vemos mais as baleias e a vida marinha como sempre foi tradicionalmente, mas apenas lixo boiando nos oceanos. Hoje tem uma grande barragem dentro do território do meu povo. Por isso, ao invés de esperar que os governos façam a mudança que a terra precisa, faremos nós mesmos, pois eles nunca farão.”

Taykai e seus amigos são o verdadeiro “futuro que queremos”.

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