A floresta vem sendo derrubada na Indonésia para dar lugar às plantações de óleo de palma (© Greenpeace/John Novis)

 

O Greenpeace Internacional lançou hoje (29/10) o Sistema de Avaliação dos Produtores de Óleo de Palma e traz uma contribuição para os debates a serem iniciados amanhã (30/11), em Jacarta, capital da Indonésia, durante a Mesa Redonda em Sustentabilidade em Óleo de Palma (RSPO na sigla em inglês).

Este levantamento destaca as grandes lacunas entre as políticas de proteção às florestas e turfas e os critérios que norteiam  parte da produção da commodity.

Nos últimos meses, após escolher os 11 dos maiores produtores de óleo de palma do mundo, o Greenpeace reviu as políticas de proteção das florestas e turfas. Porém, vale ressaltar que esse sistema de avaliação é baseado na revisão das políticas e não leva em conta a implementação dessas diretrizes no campo.

Os produtores, baseados na Indonésia, Malásia, Papua Nova Guiné e Brasil, foram classificados em três critérios principais: comprometimento em acabar com o desmatamento, uma política  de não se desenvolver em turfeiras e uma porcentagem de produção certificada segundo o que está estabelecido pela RSPO.

O sistema de avaliação lançado pelo Greenpeace também proverá às companhias que consomem óleo de palma as informações mais recentes sobre as políticas adotadas de alguns dos maiores produtores da commodity no sentido de incentivá-los a votar a favor de critérios mais rigorosos na revisão de RSPO de seus Princípios e Critérios (P&C).