Há exatos 24 anos, ativistas desembarcaram em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, para protestar contra usinas nucleares na região e iniciar oficialmente o trabalho do Greenpeace Brasil.

 
Greenpeace protesta contra energia nuclear em Angra dos Reis (RJ). Foto: Greenpeace/Steve Morgan

Desde 1992, não paramos de lutar pelo meio ambiente por aqui. Defendemos a preservação da floresta, lutando contra o desmatamento e a violação de direitos humanos na Amazônia. Também combatemos as mudanças climáticas, pressionamos governos a abandonarem fontes fósseis de geração de energia, propondo alternativas verdadeiramente limpas e renováveis, como eólica e solar.

E temos muito o que comemorar nesses 24 anos de atuação no Brasil, confira nossas principais conquistas:

1999 - Madeireiras asiáticas desistem de explorar a Amazônia após pressão do Greenpeace e da comunidade local.

2002 - Suspensão do comércio de mogno, árvore ameaçada de extinção, resultado de campanha contra extração de madeira ilegal na Amazônia.

2004 - Demarcação da Terra Indígena dos Deni. Desde então, a mineração e a exploração industrial de madeira no local estão proibidas.

Criação da Reserva Extrativista Verde Para Sempre, em Porto de Moz. A região passou a ser de uso exclusivo das comunidades tradicionais para explorar os recursos naturais de forma sustentável.

2006 - Aprovação da Moratória da Soja, que estabelece a não comercialização de grãos provenientes de áreas desmatadas da Amazônia. O compromisso continua em vigor e é considerado internacionalmente uma das mais importantes vitórias do Greenpeace no mundo.

2009 - Assinatura do Compromisso Público da Pecuária, que conseguiu fazer com que os três maiores frigoríficos do Brasil deixassem de comercializar carne contaminada com desmatamento, trabalho escravo e invasão de áreas protegidas  na Amazônia.

2009 - Realização do primeiro leilão exclusivo de energia eólica no país. O resultado é que essa fonte se tornou mais barata e acessível no Brasil.

2012 - Aprovação da Resolução Normativa 482 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com isso, o consumidor brasileiro passou a poder gerar sua própria energia a partir de fontes renováveis, como a solar e a eólica.

2014 - Realizado o primeiro leilão de energia exclusivo para a fonte solar fotovoltaica. Um passo essencial para o desenvolvimento da indústria nacional e barateamento da fonte.

2015 - Cai a cobrança de ICMS sobre a eletricidade gerada pelo brasileiro que tem placas solares em casa. No início, apenas cinco estados adotaram a medida, mas hoje já são 14. Confira a lista atualizada aqui. No mesmo ano, caiu também o PIS-Cofins, tornando a microgeração de energia ainda mais barata.

O PL do Sol, que, dentre outras coisas, libera o uso do FGTS para compra de sistemas fotovoltaicos, é aprovado na Comissão de Minas e Energia do Congresso Nacional.

Pela primeira vez no país, o orçamento federal passou a incluir a destinação de recursos para a instalação de sistemas fotovoltaicos em unidades de ensino.

Entrega do projeto de lei pelo Desmatamento Zero ao Congresso com 1,4 milhão de assinaturas.

2016 - Entra em vigor a Resolução Normativa 687, que atualiza a resolução 482, tornando mais vantajoso gerar sua própria energia solar. Ela permite o rateio dos créditos gerados entre diferentes consumidores, como os moradores de um condomínio, por exemplo.

Ainda temos muitos desafios pela frente, mas essas conquistas são resultado de muito trabalho e do apoio de milhares de colaboradores por todo Brasil. Também são reflexo da nossa independência: o Greenpeace não aceita dinheiro de empresas, governos e partidos políticos.

Nosso trabalho é totalmente financiado por pessoas comprometidas com a preservação do meio ambiente. Participe e nos ajude a continuar lutando por um futuro mais verde.