Imagens feitas pela NASA mostram o tufão Haiyan se aproximando das Filipinas (©NASA Goddard MODIS Rapid Response Team)

 “Há apenas 11 meses, eu estive em Doha com minha delegação e pedimos que o mundo abrisse seus olhos e encarasse a realidade. Naquela época, a República das Filipinas tinha sido atingida por uma tempestade catastrófica. Menos de um ano depois, não podia imaginar que um desastre muito maior viria”, disse Naderev Yeb Saño, chefe da delegação Filipina na COP -19 (19a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), que começou hoje. O desastre ao qual Saño se refere é o tufão Haiyan, o mais intenso que já atingiu as Filipinas.

Com ventos que atingiram a velocidade de 275 km/h e ondas de 6 metros, o tufão atingiu a costa leste das Filipinas na sexta-feira. A ilha de Leyte foi a mais atingida e a estimativa é de que cerca de 10 mil pessoas tenham morrido devido aos impactos devastadores do tufão. A maioria estava em Tacloban, a maior cidade de Leyte e capital da província com cerca de 200 mil pessoas.

“As Filipinas têm um histórico de tufões e de desastres naturais, no entanto, eventos climáticos extremos tem sido cada vez mais frequentes e mais devastadores do que na última década devido às mudanças climáticas. Hayian foi o 24o tufão a atingir o país neste ano e é o mais devastador em toda a história filipina”, afirmou Amalie Obusan, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace do Sudeste da Ásia.

Além do número assustador de mortes, calcula-se que mais de 750 mil pessoas tenham sido removidas e deslocadas de suas cidades nas últimas 48 horas. “Agora, mais do que nunca, é o momento de agir. Os países precisam tomar decisões conjuntas para mitigar as mudanças climáticas e amenizar seus impactos negativos”, continuou Obusan.

A fala do chefe da delegação Filipina também reforça a necessidade de ação. Segundo Sanõ, “para aqueles que continuam negando e ignorando a realidade das mudanças climáticos, eu os desafio a saírem de suas confortáveis poltronas. Eles devem ir para as ilhas do Pacífico, do Oceano Índico e do Caribe para enxergar os impactos do aumento do nível do mar, devem ir até o Ártico onde comunidades locais estão tendo que lidar com camadas de gelo que derretem cada vez mais rápido.”

À primeira vista, as Filipinas e o Ártico podem parecer realidades distintas, no entanto, o que acontece em ambos lugares é a prova de que as mudanças climáticas já são realidade. Os tufões que atingem o Pacífico e a perda de gelo em extensão e volume no Ártico demandam ação imediata. Foi para chamar a atenção do mundo para a urgência do aquecimento global que 28 ativistas do Greenpeace protestaram pacificamente contra a exploração de petróleo no Ártico no dia 18 de setembro.

Desde então, os ativistas e dois jornalistas foram presos pela Guarda Costeira Russa, estão detidos na Rússia e são sendo acusados de pirataria e de vandalismo. Se você também quer defender o frágil ecossistema Ártico e apoia a atitude dos nossos ativistas, clique no botão abaixo e envie uma mensagem à embaixada russa para que libertem nossos ativistas.

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