Moratória de perfuração de poços de petróleo em alto mar: esta é a demanda do Greenpeace para os governos do mundo. Em Bruxelas, capital da Bélgica e sede de uma reunião entre dezoito representantes das maiores companhias de petróleo, ativistas levaram a mensagem de fim da exploração offshore vestidos com a cor do problema: negro.

O encontro, que tem como tema a discussão do futuro da exploração em alto mar na Europa, conta com a presença dos comissários para Energia e Meio Ambiente da União Europeia, Günther Oettinger e Janez Potocnik. Por enquanto, a posição oficial da União Europeia, apoiada pelo Greenpeace, é de manter a moratória para novos poços enquanto as causas do acidente com a plataforma Deepwater Horizon tenham sido investigadas.  

Enquanto isso, no Golfo do México, a luz no fim do túnel do desastre da BP, responsável pelo acidente, fica cada dia mais distante: aproximando-se do terceiro mês de vazamento contínuo de óleo, um teste crucial usando uma espécie de rolha que cobriria o buraco – e que prometia ser a solução final para o problema, foi adiado por falta de certezas sobre a segurança do método.