Durante apresentação do Projeto Juventude Solar, jovens de Vila Isabel tiveram o primeiro contato com a energia solar e puderem ver placas e lanternas solares. O grupo de voluntários do Rio de Janeiro está envolvido no projeto. (© Mariana Stolze / Greenpeace)

Fiquei muito feliz quando notei, no primeiro encontro com os voluntários do Centro Comunitário Lídia dos Santos, no Rio de Janeiro, todos aqueles jovens entusiasmados e surpresos com a presença da nossa equipe, munida de pequenas placas solares que atraíram olhares curiosos.

Mas não é nenhuma surpresa tamanha animação: estamos levando muitas novidades, além de informações valiosas que mostram a capacidade de energia que o Sol pode gerar e seus benefícios quando comparada com outras fontes de energia. Acredito que nem todos têm noção exata do que esta fonte pode nos oferecer e como essa energia pode passar a fazer parte do nosso dia-a-dia.

A energia solar é uma realidade muito distante para os moradores de Vila Isabel. Apesar de estar mudando aos poucos, muitos ainda estão acostumando a usar energia através de “gatos”.

Minha expectativa enquanto voluntário é a de contribuir com a formação desses jovens – e também aprender com eles - mostrando que eles têm um papel fundamental na sociedade e que podem pressionar o governo e instituições a adotar o uso das energias renováveis mais limpas.

É preciso que fique claro que o Brasil tem capacidade para investir no potencial solar, cuja fonte é abundante e inesgotável, favorecendo assim a produção descentralizada da energia elétrica e investindo num futuro limpo. Isso sem falar nos empregos verdes que virão por aí e na multiplicação de conhecimentos que incentivamos!

* Rafael Gomes é voluntário do grupo do Rio de Janeiro do Greenpeace e faz parte do projeto Juventude Solar