O recente registro de duas novas espécies, uma gralha ainda não descrita e um sauim (Saguinus fuscicollis mura) na área de influência da BR-319, acrescenta novos elementos sobre os impactos da rodovia no estado mais preservado da Amazônia. Essas descobertas, principalmente em um grupo já tão bem conhecido como o dos primatas, demonstram a falta de conhecimento da região e servem de alerta para o fato de que muitas outras espécies pertencentes a grupos biológicos muito mais diversos e menos conhecidos como plantas e microrganismos também estão em risco de desaparecer. A conta da BR-319 não fecha, ao contrário, o saldo negativo é cada vez maior com perdas potenciais irreparáveis para a ciência e eventualmente até mesmo para a vida humana.