Ativistas protestam no Japão para que empresas envolvidas no desastre nuclear de Fukushima não saiam impunes (©Noriko Hayashi/Greenpeace)

 

O Japão dá um passo rumo a uma matriz energética mais limpa e com menos riscos para a população. Faltando cinco dias para o aniversário de dois anos do acidente na Usina Nuclear de Fukushima, o governo japonês finalmente iniciou, hoje, o desmonte da usina que foi palco de um dos piores desastres nucleares que o mundo já presenciou.

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No entanto, essa boa notícia não significa que a área afetada voltará ao normal tão cedo. O tempo previsto para o descomissionamento completo da usina é de 30 a 40 anos e custará mais de US$ 100 bi, além dos gastos já despendidos com a evacuação e descontaminação da área abandonada. 

Até o final do ano, a Tepco, concessionária responsável pela Usina de Fukushima, começará a remoção do material radioativo dos reatores e os realocará em uma piscina de resfriamento, onde permanecerão por quatro anos antes de serem colocados em estruturas apropriadas para seu descarte.

Além disso, o material contaminado pela radiação já dá dores de cabeça à equipe que trabalha no projeto já que está começando a faltar espaço para armazenar a água irradiada. Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou que ao menos um terço dos trabalhadores da usina corre risco de sofrer de doenças causadas pela radiação, mostrando que o caminho para o Japão estar livre das consequências de Fukushima ainda é longo.