
Mais um dia de trabalhos no Golfo do México. Nossa equipe está lá, buscando avaliar os danos. Quem acompanha é Richard Steiner, especialista em conservação marinha da Universidade do Alasca. Richard foi um dos técnicos designados para trabalhar na operação de limpeza do acidente ocorrido em 1989 com a plataforma Exxon Valdez, no Alasca.
Richard relata:
“Durante uma viagem de avião, consegui ter uma visão ampla da área do vazamento próxima à costa da Louisiana. Vimos incontáveis tubarões abaixo da superfície, nadando próximos ao óleo, assim como arraias e botos. Na região é possível encontrar três ou quatro diferentes tipos de óleo, variáveis em sua espessura. Não encontramos nenhum barco de pesquisa na região, apenas alguns barcos pesqueiros, pagos pela BP, coletando as bóias de contenção (do inglês, booms), porém sem nenhum sugador (skimmer) que tirasse o óleo da superfície.
O vazamento ocorre no fundo das águas do Golfo, onde a temperatura da água é de aproximadamente 1oC. Como o óleo é quente, quando alcança a superfície, ele está misturado à água. Como a diferença de densidade entre a água e o óleo é mínima, as bóias de contenção não funcionam tão bem quanto em outros vazamentos”.
Segundo novidades enviadas pela equipe do Greenpeace, os esforços dos barcos pesqueiros em puxar as bóias sem a ajuda de um sugador são inócuos e, possivelmente, servem mais para gerar melhores imagens para a televisão, do que realmente surtir algum efeito.
Frente ao desastre, é bom ficar de olho com os desafios que o Brasil tem pela frente. Um grupo de trabalho se reunirá amanhã, sexta-feira, dia 07 de maio, no Rio de Janeiro, para debater as propostas de segurança pensadas para os futuros planos de exploração de petróleo no pré-sal. Estarão presentes à reunião a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e a secretária do Ambiente/RJ, Marilene Ramos.