A indústria da soja, o governo federal e organizações civis firmaram hoje o compromisso de estender, por mais um ano, a moratória da soja amazônica. Isso significa que o setor não vai adquirir grão plantado em áreas desmatadas a partir de julho de 2006 no bioma Amazônia. O anúncio foi feito em Brasília, com a participação do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

O trabalho já dura três anos, com sucesso. O grupo de trabalho da soja verificou que houve cumprimento de 97% dos casos, sem impacto financeiro negativo. Com a iniciativa, o avanço da soja sobre floresta foi freado. Ganham todos: a floresta e o setor, uma vez que o consumidor quer um produto livre do passivo ambiental.

A soja, destacou o ministro, deixou de ser um vetor importante de desmatamento na Amazônia. Minc disse, inclusive, que pretende replicar essa experiência no acompanhamento de outros setores, como a pecuária - o que mais lhe dá dor de cabeça atualmente, admitiu para jornalistas presentes no evento.