Este símbolo identifica nas gôndolas dos supermercados os produtos de origem transgênica ou que sejam produzidos a partir de organismos geneticamente modificados (OGM)

 

Não satisfeita com o desmonte do Código Florestal, a bancada ruralista avança sobre outro direito adquirido pela sociedade brasileira: ela pretende banir a rotulagem de produtos transgênicos vendidos no Brasil por meio da aprovação do projeto de lei 4.148, de 2008, de autoria do  Luis Carlos Heinze (PP/RS).

Está prevista para ocorrer nesta semana a votação do referido PL e,  como resposta à esta ofensiva, uma coalizão de ONGs e movimentos sociais publicaram uma carta de repúdio à iniciativa do deputado federal ruralista, pedindo para que ele seja rejeitado na Câmara dos Deputados, assim como solicitam sua extinção do regime de urgência.

Desde que entrou em vigor, em março de 2005, a lei de biossegurança permitiu a entrada e aprovação de variedades transgênicas no Brasil, como algodão, milho, soja e feijão. No entanto, ela assegurou que a população tivesse direito de escolher se quer ou não comprar produtos modificados geneticamente, algo que está respaldado pela rotulagem. Dessa forma, foi adotado o símbolo T para designar esses produtos nas prateleiras dos supermercados.

“Os deputados estão em vias de tirar a  única defesa do cidadão em relação ao transgênico. As pessoas têm o direito de ser informadas sobre o que estão consumindo. Foi a única coisa que conseguimos cativar e queremos que isso seja mantido”, disse Sérgio Leitão, diretor de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil.

Leitão ainda explica que este esforço dos ruralistas faz parte da agenda anunciada de que eles promoveriam o desmonte da legislação de proteção de tudo o que significasse entrave para a produção no campo.