Greenpeace / Lunaé Parracho

Hoje foi dia de marchar pelas ruas de Salvador contra a energia nuclear. Caminhamos por parte do percurso que os caminhões carregados de urânio de Caetité realizam quando chegam no centro da capital baiana, até a entrada de carga do porto de Salvador. Pelo caminho, convidamos a população a participar da marcha e explicamos o motivo de estarmos ali vestidos de preto e amarelo, com óculos com o símbolo nuclear e com faixas de protesto, que pediam o fim da energia nuclear no Brasil e o uso de energia renovável. Parte do trajeto que percorremos foi o mesmo que demarcamos há alguns meses atrás, para sinalizar a rota do material radioativo em Salvador, e até pudemos ver os símbolos que pintamos no chão ainda no asfalto.

Depois do anúncio de ontem sobre a criação do primeiro parque eólico na Bahia, estar ali marchando contra a energia mais cara, perigosa e suja que se pode ter foi como dar nosso apoio à criação do parque e manifestar nosso repúdio ao transporte de urânio, que ameça milhares de vidas em seu trajeto. Também estávamos ali para mostrar que apesar de o Ibama ter concedido licença para a contrução da usina nuclear Angra 3, a sociedade civil é contra esse tipo de geração de energia e que a criação de mais usinas nucleares no Brasil (incluindo no estado da Bahia) colocaria em risco a vida de mais e mais pessoas.

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No final da marcha, realizamos um die-in e marcamos o contorno dos corpos dos participantes, simulando o que aconteceria no caso de um acidente nuclear. Pudemos marcar vários corpos pelo chão - estávamos acompanhados de vários manifestantes e de organizações, incluindo pessoas vindas de Caetité para o protesto.

Assista ao vídeo:

Greeenpeace / João Talocchi

Enquanto a energia nuclear continuar a ser a opção do Governo, marcharemos pelas energias renováveis aonde for preciso. O Brasil é renovável!