Fim de julho, fim das férias. Com milhões de estudantes voltando às ruas, o martírio do deslocamento pelas grandes cidades volta ao seu ápice. E um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) dá o tom do drama. Segundo divulgou o jornalista Alexandre Garcia, do Bom Dia Brasil, o documento classifica como “desoladora” a situação do transporte urbano no país.

O crescimento desordenado das cidades, o uso cada vez maior de automóveis e a desarticulação entre planejamento e demanda real de transportes formam os ingredientes para o caos na mobilidade, aponta o relatório. “Isso causa congestionamentos cada vez maiores, baixa adesão do público ao transporte coletivo pela falta de conforto, de pontualidade, de segurança, falta de capilaridade e pela baixa qualidade das vias urbanas”, comentou o jornalista.

Longe de serem exceção, esses problemas são vividos diariamente por milhões de brasileiros. A assistente social Lucia Helena é uma delas: às 5h já está saindo de casa, para chegar ao trabalho às 7h. O retorno ao lar só vem mais de 12 horas depois: às nove da noite. “As mais de três horas que gasto indo e vindo são estressantes, que tiram minha qualidade de vida”, diz, e afirma que o deslocamento acaba sendo mais desgastante que a jornada de trabalho.

 

A história de Lucia está no novo capítulo da websérie Cadê, que o Greenpeace vem produzindo nos últimos meses. A ideia é levantar o debate sobre a necessidade dos Planos de Mobilidade Urbana das grandes cidades, que deve garantir a todos os cidadãos acesso a um sistema de transporte coletivo de qualidade, eficiente e que atenda às suas necessidades.

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