Atividade em São Paulo cobrindo o Plano de Mobilidade Urbana. ©Greenpeace/Otávio Almeida

 

Todo governo deve planejar as ações e intervenções que fará na estrutura física e administrativa da cidade, do Estado ou até mesmo do País.

Na cidade de São Paulo, parte desse planejamento foi apresentada à população em março, quando o Prefeito Haddad publicou seu Programa de Metas, contendo ações estratégicas e 100 metas que pretende cumprir até 2016, das quais cerca de 10 dizem respeito à mobilidade urbana.

Tão importante quanto planejar o quê é responder outras perguntas da equação: como, quanto, quando e onde. Algumas dessas respostas saíram a fórceps durante os protestos contra o aumento da tarifa, ocasião em que Haddad disse que a instalação de corredores e faixas de ônibus seria acelerada.

Hoje, com a publicação da Lei 15.841/2013, que estabelece as Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o ano que vem, e traz como anexo o mencionado Programa de Metas, outras respostas, referentes ao quando, são elucidadas.

De acordo com a previsão feita na LDO, dos 400 km de vias cicláveis previstos até 2016, 340 serão implantados no ano que vem. Todos os 150 km de corredores de ônibus terão suas obras (ao menos) iniciadas também em 2014. Também em 2014 serão implantados o projeto piloto de transporte público 24h e 240.000m² de passeios públicos acessíveis, pouco mais de ¼ do que deve ser feito até 2016.

Apesar dos esclarecimentos, ainda é preciso que se diga o que a Prefeitura entende por vias cicláveis (que podem ser ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas) quais locais serão beneficiados com as intervenções planejadas e qual o calendário detalhado das obras.

Acima disso, é preciso explicar em que momento essas ações vão se encontrar e integrar um planejamento mais completo, que abranja todos os modais e dê os contornos da cidade que queremos ter no futuro: com uma melhor mobilidade e, consequentemente, mais qualidade de vida. Esse planejamento já tem nome e, apesar de não ter sido contemplado nas metas de SP, precisa ser feito, de forma participativa, o quanto antes. Se isso não ocorrer, a cidade que nunca dorme, e que tem o 6º pior trânsito do mundo, corre o risco de parar.

O Greenpeace acompanha a elaboração dos Planos de Mobilidade Urbana da capitais brasileiras. Quer saber mais? Acesse o site da campanha.