Voluntários do Greenpeace vão ao Consulado do Japão, no Rio de Janeiro, para relembrar o acidente nuclear de Fukushima que aconteceu há dois anos (©Rafael Daguerre/Greenpeace)

Ontem, voluntários do Greenpeace Brasil estiveram em São Paulo, sob o vão do MASP no final da tarde, e no Rio de Janeiro, no Consulado do Japão. Foi um dia de reflexão para todos e, em especial, para aqueles que compartilham a causa anti-nuclear. Há dois anos, o mundo assistiu à um dos piores desastres nucleares. A cidade de Fukushima foi atingida por um terremoto seguido de um tsunami responsáveis pelo vazamento nuclear na usina japonesa.

Para relembrar a tragédia, voluntários do Greenpeace Brasil e a Coalizão por um Brasil Livre de Usinas Nucleares uniram forças, mãos e vozes para convidar os brasileiros a repensar sobre o uso da energia nuclear e seus perigos. A animação dos manifestantes, com faixas, megafones, fantasias e pinturas, chamou a atenção dos que passavam.

Além de marcar a data e recolher assinaturas para a petição anti-nuclear, estávamos lá com o objetivo de alertar sobre a declaração da Caixa Econômica Federal, que aceitou financiar parte da construção de Angra 3 e de outras usinas nucleares no Brasil. Para fazer referência ao assunto, carregávamos cartazes com os dizeres “Minha Caixa, Minha Usina”.

Um momento emocionante da atividade em São Paulo foi a visita e apoio de alguns japoneses sobreviventes do acidente de Fukushima e da bomba de Hiroshima. A oportunidade de ouvir a declaração destas pessoas sobre suas experiências com a energia nuclear foi marcante. Ao final do dia, demos as mãos e fizemos um minuto de silêncio à todas as vítimas de acidentes nucleares no mundo.

*Lívia Ventura e Aline Holmos são do grupo de voluntários de São Paulo do Greenpeace Brasil