A senadora Marina Silva (PT/AC) fez um discurso emocionante e histórico contra a Medida Provisória 458, a MP da Grilagem. Marina evocou a memória de líderes ambientalistas como Chico Mendes e Wilson Pinheiro e das 253 pessoas que, entre 1999 e 2008, morreram em conflitos de terra na Amazônia. A senadora disse que se a MP 458 for aprovada com o texto apresentado pelo governo, piorado pelo deputado federal Asdrúbal Bentes (PMDB/PA) e empurrado goela abaixo do país pela senadora Kátia Abreu (DEM/TO), vai pessoalmente pedir ao presidente Lula seu veto.

Marina pediu que os senadores acompanhem o voto dela e evitem que o presidente Lula, que no passado “chorou à sombra de uma árvore a morte de Chico Mendes”, tenha que passar pelo constrangimento de ser cobrado publicamente coerência com sua história política. Para Marina o processo de regularização fundiária teria que ser feita por meio de um projeto de lei, com ampla participação popular.

Para salvar a regularização fundiária das garras da bancada ruralistas, o senador Aloizio Mercadante (PT/SP) está apresentando emenda propondo prazo de 10 anos, em vez de três, para que a terra regularizada possa ser vendida; que não seja concedido título de propriedade para as empresas, para pessoas que não morem no local, nem para proprietários de outras terras em outras regiões na Amazônia. A emenda também pede que as terras a serem regularizadas sejam vistoriadas, em respeito à legislação ambiental.