Convite para o lançamento do filme Expedição Viva Marajó

 

Com a ideia de revelar o Marajó para o Brasil e desvelar o Marajó para os marajoaras, a equipe da cineasta Regina Jehá percorreu cerca de 2 mil quilômetros por terra, rio e ar para registrar o maior arquipélago flúvio-marinho do mundo, localizado no coração da Amazônia, no estado do Pará.

O documentário Expedição Viva Marajó mostra o cotidiano de ribeirinhos que vivem do agroextrativismo e têm sua cultura baseada na relação com a água e com a floresta. Ali, são as chuvas, as marés e os rios que ditam o ritmo da vida, e as distâncias são medidas em horas de barco. Por outro lado, o Marajó convive também com problemas graves, como a pobreza, e tem quatro de seus 16 municípios entre os dez mais pobres do país, segundo o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).

Quem quiser embarcar para conhecer melhor essa realidade de belezas e contradições, tem a chance de participar, hoje, dia 11, do lançamento do DVD do filme Expedição Viva Marajó, no mezanino da Livraria Cultura Artes, no Conjunto Nacional, em São Paulo. Às 19h30 haverá um bate-papo com a participação da diretora, Regina Jehá, e de Adriana Charoux, da campanha Amazônia do Greenpeace.

"Em meio a triste notícia da retomada do desmatamento na Amazônia, o documentário retrata a beleza natural e cultural do Marajó, mostrando desafios, mas mostrando também casos em que é possível conciliar desenvolvimento e preservação”, afirma Charoux.

O filme está ligado ao Programa Viva Marajó, do Instituto Peabiru, ONG com sede em Belém (PA), e faz parte da campanha para transformar o Marajó em uma Reserva da Biosfera  pelo Programa Homem e Biosfera, da Unesco. Participou de diversos festivais, brasileiros e internacionais, e também foi exibido em praças públicas de todos os 16 municípios do Arquipélago do Marajó.