O que já era previsível se concretizou. A Noruega anunciou hoje uma pausa na caça às baleias, devido à falta de mercado para esse tipo de carne. Para o Greenpeace, isso não é nenhuma surpresa. É só a confirmação daquilo que afirmamos há anos: a caça comercial de baleias é uma prática agonizante em termos de mercado.

Enquanto isso, no primeiro dia de reunião da CIB, o resultado continuou tão vazio quanto no ano anterior, quando a reunião aconteceu no Chile. Tudo que se concluiu foi que os países precisam formar novos grupos de discussão (com apenas 10 países, ao invés dos 30 que formavam os grupos anteriormente), para aí sim iniciarem as discussões sobre a proteção dos cetáceos. Uma providência irrisória, face à demanda urgente de modernização da CIB. A comissão precisa passar de um corpo que maneje as populações de baleias em benefício da indústria baleeira para uma organização que procura conservar e proteger os cetáceos em nível mundial.

Para se ter uma idéia, os 18 anos de “pesquisa” letal promovida pelo Japão,  foram inúteis até mesmo para excluir a possibilidade de que as baleias minke possam ser imortais! E, apesar dos inúmeros dados coletados para tentar compreender o papel dos animais no ecossistema marinho Antártico, os relatórios gerados afirmam que esse é um objetivo que permanece sem ser atingido.

Pesquisadores de baleia do mundo todo estudam baleias sem matar ou machucar nenhuma delas. Durante a Expedição Antártica 2007/2008, o Greenpeace apresentou resultados da pesquisa sobre as baleias jubartes, realizados a partir de apenas quatro dias de observação com técnicas não-letais. Os dados apresentam-se mais concludentes do que o programa de pesquisa científica japonês conseguiu compilar em mais de sete anos de existência.