Foto: Greenpeace/Wenderson Araujo

A Justiça russa terminou, nesta quinta-feira, de formalizar as novas acusações de vandalismo aos 28 ativistas e 2 jornalistas que estão presos há mais de um mês na Rússia. A brasileira Ana Paula Maciel recebeu hoje a acusação formal. Ela faz parte do grupo que continua em prisão preventiva há mais de um mês, após um protesto pacífico contra a exploração de petróleo no Ártico. 

Inicialmente indiciados por pirataria, os ativistas agora estão sob acusação de vandalismo, o que segue sendo rechaçado pelo Greenpeace. Os esforços diplomáticos e políticos pela libertação do grupo continuam ganhando força pelo mundo. Depois que Alemanha, Brasil e Holanda se manifestaram contra a prisão do grupo, foi a vez da França engrossar o coro. Com uma visita marcada a Moscou nesta quinta e sexta-feira, o primeiro-ministro francês, Jean-Marc Ayrault, anunciou que vai levar o assunto dos ativistas ao governo russo. 

Enquanto isso, nos Estados Unidos, a Shell anunciou, nesta manhã, que está preparando o terreno para uma possível perfuração de petróleo no Ártico, na região do Alasca, no início de 2014. “Enquanto 30 pessoas pacíficas definham em uma prisão russa, a Shell planeja o próximo passo de sua caça por petróleo do Ártico”, criticou Bem Ayliffe, coordenador da campanha do Ártico do Greenpeace Internacional. 

“A Shell está colocando em jogo sua reputação em projetos e parcerias que outras empresas de petróleo têm julgado arriscados demais. O Greenpeace conta com milhões de pessoas que estão prontas para se opor à Shell ou a qualquer outra empresa que pretende explorar petróleo no Ártico”, afirmou Ayliffe.

Libertem nossos ativistas