Moradores da Resex Verde para Sempre mandam seu recado

O Greenpeace entregou hoje ao presidente do Instituto Chico Mendes, responsável pelas unidades de conservação do país, a denúncia de um caso explícito de desrespeito às comunidades da Reserva Extrativista Verde para Sempre, em Porto de Moz (PA).

Uma posse rural, conhecida por Fazenda Amapá, localizada dentro da Resex – portanto, em terra pública -, está à venda por meio de leilão, para suprir uma dívida com a Caixa Econômica Federal. A posse não pode ser vendida, pois foi declarada de interesse público em 2008.

Porém, o fato de um juiz ter determinado sua venda mostra:

1. Como os poderes públicos não se conversam;

2. Como a falta de regularização fundiária da Resex, que ainda não saiu mesmo após oito anos de sua criação, funciona como o primeiro dominó a cair de uma fila, com uma série de consequências;

3. A fragilidade das comunidades que vivem legalmente dentro da Resex, que podem um belo dia ser impedidos de trabalhar porque a implantação da unidade não foi ainda finalizada.

O ICMBio, que deveria zelar pela Resex, não tem hoje nenhum funcionário em Porto de Moz. Se o governo federal quer realmente cuidar da Amazônia – como diz que cuida, especialmente na véspera da Rio+20 – precisa fazer muito mais do que falar. É preciso agir.

Conheça a história da Resex Verde para Sempre aqui.

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