No dia 10 de julho de 1985, o primeiro Rainbow Warrior sofreu um ataque na Nova Zelândia, resultando na morte do fotógrafo Fernando Pereira. (©Greenpeace/John Miller)

 

Há exatos 27 anos, numa noite fria, o primeiro Rainbow Warrior foi bombardeado pelo serviço secreto da França no porto de Auckland, na Nova Zelândia. A data é lembrada com dor por todos nós porque o fotógrafo português Fernando Pereira não sobreviveu. Enquanto o navio afundava, ele foi até sua cabine buscar seu equipamento e, infelizmente, não teve tempo de se salvar.

Naquela época, o Rainbow Warrior estava encampando uma campanha anti-nuclear no Oceano Pacífico.  A tripulação fez uma parada na Nova Zelândia por duas semanas para se reabastecer, e o planejado era seguir para o leste do Atol de Mururoa, na Polinésia Francesa, onde os franceses estavam realizando testes nucleares. O plano era detê-los com a ajuda de uma flotilha neozelandesa.

No entanto, a série de ações que se seguiriam foi forçosamente abortada porque na calada da noite de 10 de julho de 1985, mergulhadores do serviço secreto francês acoplaram duas bombas no navio enquanto todos dormiam. Após a explosão, em quatro minutos o Guerreiro do Arco-Íris afundou e levou consigo Fernando.

Após o bombardeio, foi descoberto que um dos espiões que participou do ataque havia trabalhado como voluntário no escritório de Auckland durante meses antes da chegada do Rainbow Warrior. Nesse período, ele reuniu informações estratégicas que possibilitaram a concretização da ação militar.

Segundo Bunny McDiarmid, que fazia parte da tripulação naquele fatídico dia, “teria sido fácil para o Greenpeace ter se tornado uma organização fechada e paranoica, não mais aceitando voluntários e com medo da transparência. Mas não o fizemos. E nós não perdemos de vista o nosso compromisso com a não-violência e, por isso, a missão francesa falhou e, na verdade, só serviu para nos tornar mais fortes. “