Conferência do Clima das Nações Unidas, a COP-18, em Doha, no Catar

 

Em meio à 18a Conferência do Clima das Nações Unidas, Kevin Schaefer, do Centro Nacional de Dados sobre Neve e Gelo dos Estados Unidos (NSIDC), divulgou um relatório sobre o degelo do permafrost, solo permanentemente congelado que cobre quase um quarto do Hemisfério Norte e que está derretendo devido as mudanças climáticas.

Atualmente, a camada de gelo, que chega a ter mais de dois metros de espessura, já vem apresentando uma diminuição de tamanho. Estima-se que de um a dois terços do permafrost desaparecerão nos próximos dois séculos liberando uma quantidade de carbono na atmosfera equivalente a metade do que já foi liberado desde o começo da era industrial.

Segundo o estudo realizado pelo NSIDC, o permafrost contém 1700 gigatoneladas de CO2, duas vezes mais do que existe atualmente na atmosfera. O carbono do permafrost impactará não apenas no clima, mas também as estratégias internacionais para reduzir as mudanças climáticas, disse Schaefer.

“Se nós queremos ter uma meta para as emissões de carbono, então precisamos reduzir muito mais as emissões de combustíveis fósseis do que calculamos anteriormente para que possamos compensar o carbono adicional do permafrost que não havia sido considerado no cálculo inicial”, afirmou o pesquisador. “Caso contrário, vamos acabar com a Terra ainda mais quente do que que queremos”.