Durante reunião da CBI, em 2010, ativistas do Greenpeace protestam para pedir o fim da caça às baleias. (©Francesco Alesi/Greenpeace)

Começou hoje a 64ª reunião anual da Comissão Baleeira Internacional (CBI) que está sendo realizada no Panamá. A criação de um santuário de baleias no Atlântico Sul está entre os principais temas da reunião. A proposta é liderada pelos americanos e garantiria a proteção da espécie entre o Equador e o Oceano Antártico, região fundamental para que as baleias consigam manter seus hábitos naturais de alimentação e de reprodução. Para a criação do santuário de baleias, a CBI pede uma maioria de ¾, o que significa que cada voto é importante.

Outro assunto que deve ser discutido na Comissão é a cota de caça de subsistência permitida para grupos indígenas no Ártico. O Greenpeace nunca condenou esse tipo de caça, mas sim a caça comercial que tem dizimado populações de baleias. No entanto, muitos países têm usado as populações aborígenes como uma desculpa e um instrumento político para continuar com a caça comercial.

Mônaco propôs uma resolução que convida as Nações Unidas (ONU) a considerar o fato de que grandes capturas não regulamentadas de cetáceos - baleias e golfinhos - estão ocorrendo dentro do já existente Santuário do Oceano Austral. Estas são conduzidas pelo Japão sob uma brecha no regulamento da CBI, mas seria difícil o Japão ignorar a desaprovação das Nações Unidas e continuar com a caça predatória.

A resolução exige apenas uma maioria simples para ser aprovada, mas há rumores de que o Japão estaria disposto a interromper a reunião da CBI para impedir a votação da resolução proposta por Mônaco.

Na reunião do ano passado, o Japão liderou um grupo de 18 nações que esvaziou a reunião e a deixou sem quórum suficiente para as votações, inclusive, sobre a criação do Santuário. As conclusões da CBI ainda estão incertas, mas John Frizell, da Campanha de Baleias do Greenpeace Internacional, afirma que “Chegamos em um momento decisivo para o futuro das baleias e da cooperação internacional para a sua proteção: podemos retornar à caça desnecessária ou um futuro de conservação e recuperação”.