Em extensa matéria publicada nessa sexta-feira dia 03, o jornal Valor Econômico explica ao público como a exigência da União Europeia por documentos que comprovem a origem e legalidade na cadeia de produção de exportadoras de madeira e seus derivados pode abrir novas perspectivas para uma regulamentação mais severa e eficiente no setor.

Apesar de grande exportador em números absolutos, 70% da produção nacional de madeira certificada já tem como destino certo o exterior. E desse total de produção legalizada no país, apenas 4 % é proveniente da Amazônia brasileira.

Realidade oposta da madeira explorada ilegalmente na região, que abastece majoritariamente o mercado interno, e escancara os velhos e conhecidos problemas de fiscalização ineficiente, falta de dados confiáveis para elaboração de estudos e relatórios precisos e corrupção endêmica em todos os níveis da cadeia produtiva no setor público e privado.

A iniciativa da União Europeia é sem dúvidas um passo importante no caminho do desmatamento zero. Mas só teremos resultados de fato expressivos quando o governo federal decidir agir no mesmo sentido, aparelhando os órgãos ambientais e incentivando soluções inovadoras – e não necessariamente caras ou com tecnologia de ponta – que combatam com eficácia toda sorte de fraudes que acabam em números e imagens tão assustadores que alimentam o nosso próprio mercado interno.

Salve as florestas. Assine pelo Desmatamento Zero.

Assine a petição.