Foi necessário usar um arpão quebra-gelo para poder abrir passagem entre os icebergs (©Greenpeace / Pedro Armestre)

 

Nove horas de navegação entre icebergs, zero grau e uma paisagem maravilhosa. Esse poderia ser o resumo do 4º dia de expedição de Alejandro Sanz e o grupo de jornalistas, cientistas e exploradores do Greenpeace no Ártico. Se no dia anterior os termômetros bateram 20°C, hoje a sensação de 0° a 2° graus negativos foi determinante para o cansaço físico e psicológico do grupo.

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Os guias Inuits que acompanham os viajantes comentaram que de uns anos para cá o “clima ficou imprevisível” e que inclusive para eles, nativos da região, ficou difícil de prever as temperaturas. Mais uma vez foi possível ver os efeitos das mudanças climáticas no Ártico.

Com essa sensação térmica, entre placas de gelo e mar aberto, é difícil manter a temperatura corporal. E embora o grupo tenha reagido com risadas quando uma das três lanchas deixou de funcionar, as várias horas de navegação e o resfriamento do corpo mostraram que a aventura não seria tão fácil. Somado ao espaço reduzido, aos efeitos das correntes marítimas e aos grandes icebergs que fechavam o caminho, formando um labirinto, a viagem começou a ficar perigosa.

Felizmente essas embarcações são as ferramentas de trabalho dos Inuits, o que possibilitou encontrar desde linhas e anzois até arpões quebra-gelo, que ajudaram a equipe em casos de encalhamento entre os icebergs, como pode ser visto no vídeo.

No final, graças à maestria dos Inuits, os viajantes conseguiram sair do labirinto de icebergs. O povoado de Kulusuk, destino final do dia, foi alcançado com um sentimento de superação, embora o maior desafio ainda está por vir: alcançar a plataforma polar ártica, a segunda maior massa de gelo do planeta.

 

A campanha Salve o Ártico pede a proteção desta última fronteira natural, tão ameçada pela exploração petrolífera de empresas como Shell e Gazprom e pela pesca em escala industrial. Alejandro Sanz assumiu esse compromisso com o Greenpeace, e tem como objetivo difundir a campanha e conseguir o maior número possível de assinaturas. Com isso, podemos pedir à ONU que reconheça a região como um “santuário protegido”. Até agora mais de 3,5 milhões de pessoas de todo o mundo já assinaram a petição.

Faça a sua parte, assine a petição você também e ajude a salvar o Ártico!

Assine a petição