De acordo com novo relatório publicado pelo Greenpeace hoje, a Europa pode aproveitar os benefícios de um sistema de energia abastecido por energias renováveis em 2050, mas para isso deve estipular uma meta para as fontes renováveis para o ano de 2030, apenas assim a transição para energia limpa será possível.

O relatório [R]evolução Energética para a União Europeia de 2012, conduzido pelo Greenpeace e pelo Conselho Europeu de Energias Renováveis demonstra como a Europa poderia ganhar quase meio milhão de empregos no setor de energia até 2020 se priorizar um sistema amplamente baseado em energias renováveis e em eficiência energética ao invés de combustíveis fósseis e energia nuclear. Outros benefícios são as economias a longo prazo para os consumidores e o aumento de estabilidade climática.

O Coordenador de Políticas Energéticas do Greenpeace da União Europeia, Frederic Thoma, disse que “as energias renováveis são as fontes que mais crescem na Europa, principalmente devido a uma meta europeia. Mas nós estamos chegando rapidamente a um ponto crucial: em um lado, temos mais empregos, segurança energética e proteção climática em apenas uma direção. Do lado oposto, temos uma crescente dependência na importação de combustíveis fósseis de outros países. O que nós precisamos agora é de um comprometimento forte que mantenha a revolução das energias renováveis no continente europeu.”

Hoje, as energias renováveis fornecem 12,5% de toda a necessidade energética europeia e a projeção é de que forneça 20% deste total até 2020. A revolução energética prevê que as ações das energias renováveis serão valorizadas em mais de 40%, em 2030, e em 90% até 2050.

Sven Teske, especialista sênior em energia do Greenpeace Internacional, afirma que “cada €1 no aumento do preço do petróleo custa mais de €400 milhões por mês aos europeus. Reformulando o sistema de energia, a União Europeia poderá cortar essa dependência pela metade até 2030. Energias renováveis, combinadas com eficiência energética para carros e edifícios, podem revitalizar nossas sociedades e poupar bilhões de euros.”

O Greenpeace e o Conselho Europeu de Energias Renováveis pedem que 45% da demanda energética europeia seja atendida por renováveis até 2030 e que haja uma diminuição dos subsídios para energia nuclear e combustíveis fósseis.

O secretário-geral do Conselho, Josche Muth, disse que “precisamos de um compromisso sério em energias renováveis até 2030 para que os investidores tenham confiança no setor, para fornecer um estímulo importante para a indústria e, além disso, para criar novos empregos e inovação tecnológica como uma forma de sair da crise econômica. É necessária clareza política e objetivos mais claros para incentivar as empresas e instituições de pesquisa a se comprometerem para que o setor continue crescendo rapidamente nos próximos anos.”

O relatório [R]evolução Energética estima que os custos necessários para construir um sistema de energia com base em energias renováveis e eficiência energética – menos de €0,70 por quilowatt-hora até 2020 – seriam compensados duas vezes com a economia de €3 trilhões de custos de combustível que seriam acumulados entre 2011 e 2050.