Weverson, Max, Wesley, Jonathan, Caio, Jefferson, Carlos, Felipe, Leonardo e 'Faísca' (e todos os outros que não estão na foto): obrigada por terem dividido comigo essa experiência incrível, vai deixar saudades imensas. (©Otávio Almeida/Greenpeace)

 

Faz quase dois meses que eu vim ao Rio de Janeiro pela primeira vez para conhecer os jovens de Vila Isabel com quem eu trabalharia no projeto Juventude Solar. O trabalho por si só já me encantava: o Greenpeace instalaria placas solares no Centro Comunitário Lídia dos Santos, o Ceaca do qual tanto ouvi falar, que existe há 30 anos e que oferece cursos de dança, inglês, computação, futebol (e por aí vai) aos jovens do Morro dos Macacos. Trabalhar com energia solar bastava para eu me sentir muito sortuda por ter a chance de trabalhar com algo em que acredito de verdade e que eu sei que traz benefícios práticos e imediatos na vida das pessoas.

O ditado diz: tudo que é bom dura pouco. No meu caso, eu adaptaria para ‘tudo que é bom poder ser ainda melhor’, afinal, foi isso que aconteceu – e vem acontecendo comigo – desde abril. O que era um projeto interessante tornou-se mágico para mim, e isso até pode soar muito piegas, mas é assim que tenho que descrever o que vivenciei.

Participei do processo de educação de jovens e aprendi muito com eles, vi desde os primeiros dias de aprendizado sobre energia solar até a instalação das placas, momento no qual percebi que eles tinham consciência do que aquilo representava não apenas para o Ceaca, mas para o país e para o futuro deles.

Conheci pessoas e jovens inspiradores como a Dona Anna, presidente do Ceaca, que não sabe quanto uma entrevista rápida com ela me fez admirá-la muito e me fez repensar minhas próprias ações. Também preciso lembrar dos meninos da comunidade que sempre me receberam mais do que muito bem, sempre contando uma história, fosse da escola, do dia a dia ou de uma partida de futebol, com um sorriso, com uma piada, com uma brincadeira. Sempre muito sinceros fizeram com que eu realmente me sentisse parte do grupo e fizeram cada minuto dos meus sábados ao lado deles valer a pena.

‘Re-conheci’ pessoas que já havia encontrado, voluntários queridos, que são sempre uma lição de força e inspiração, que me fazem acreditar que existem pessoas que realmente acreditam que podem fazer algo para mudar o mundo e que lutam pelo o que acreditam todos os dias. Estive com pessoas com quem trabalho e conheci o lado 'fora do escritório', dei risada, dividimos histórias e, com certeza, tenho ainda mais orgulho de trabalhar com essa equipe depois desse projeto. 

Foram dois meses de muitas experiências que vou carregar sempre dentro de mim com carinho e felicidade por ter feito parte disso tudo. Obrigada a cada um que cruzei nesse caminho (que tenho a certeza de que continuará a ser trilhado!). Feliz por tudo que pude fazer por este trabalho e ainda mais feliz por saber que tudo que foi feito, foi feito com amor. A risada que eu dou no vídeo que gravamos em nosso primeiro encontro é uma marca sincera que vou levar sempre comigo. Mais uma vez, obrigada.