Foto: Greenpeace/Wenderson Araújo

 

As manifestações de apoio aos 28 ativistas do Greenpeace e dois jornalistas que estão presos na Rússia não param de chegar. E vêm de diversas frentes. Abaixo, algumas delas

A Anistia Internacional foi uma das primeiras organizações a rechaçar as acusações de pirataria ao grupo que protestou pacificamente contra  a exploração de petróelo no Ártico. Em uma nota pública, a ONG diz que o indiciamento é “absurdo e danoso ao Estado de Direito”.

A Fundação SOS Mata Atlântica também se opôs à decisão russa. “Condenamos a retaliação injusta a protestos pacíficos e consideramos esta uma situação de emergência”, diz uma notícia no site da SOS. A Conectas Diretos Humanos também escreveu uma carta pedindo “a imediata libertação de todos os detidos”, assim como a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural.

O coordenador-executivo da ActionAid, Chris Kinyanjui, afirmou que “acusar esses ativistas de pirataria é uma decisão pesada e uma ameaça ao protesto pacífico na Rússia”. Já o diretor da organização ambiental Amigos da Terra, Roberto Smeraldi, gravou um vídeo de apoio ao grupo.

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Também tem chegado apoio de políticos. Na última semana, a liderança do PV, deputado SarneyA  Filho (MA), enviou um pedido formal à embaixada russa pela libertação de Ana Paula. “atuação da sociedade civil organizada em defesa dos direitos difusos e coletivos, tal como o meio-ambiente, é atitude louvável”,  escreveu.

Nesta quarta-feira, o deputado Henrique Fontana (PT-RS) apresentou uma moção de apoio à libertação de Ana Paula na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados. Todos os parlamentares votaram favoravelmente ao requerimento. Eles vão pedir uma audiência com o embaixador da Rússia no Brasil. Na mesma Casa, os deputados da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos fizeram um ato de solidariedade, pela libertação de Ana Paula. Foram coletadas assinaturas para entregar ao embaixador da Rússia.

Libertem nossos ativistas