Ativistas protestam contra a Shell na Holanda. A empresa deu início às perfurações no Ártico em busca de petróleo no domingo, 9 de setembro. (©Michiel Wijnbergh/Greenpeace)

Para protestar contra as perfurações feitas pela Shell em busca de petróleo no frágil ecossistema do Ártico, ativistas do Greenpeace Holanda fecharam hoje de manhã 51 postos de gasolina da empresa no país.

O objetivo dos ativistas é fechar o máximo de postos pelo maior período de tempo possível bloqueando as mangueiras de combustível. A ação é parte da campanha “Salve o Ártico” e procura chamar a atenção para os perigos da exploração de petróleo na região e para os riscos de um acidente e vazamento de óleo cujas consequências seriam catastróficas e irreversíveis.

Apenas a venda de petróleo e de diesel foram afetadas e para não atrapalhar os motoristas foram disponibilizadas formas alternativas para reabastecer os automóveis nas áreas em que a venda de combustível foi paralisada.

“Não precisamos de petróleo do Ártico. Podemos fazer a transição para uma forma de energia limpa agora visando um futuro sustentável”, defende Rolf Schipper, da Campanha de Clima e Energia. A corrida pelo petróleo coloca em risco um dos ecossistemas mais importantes e frágeis da Terra. Tudo isso pela busca de um volume de petróleo que poderia suprir as necessidades do planeta por apenas 3 anos.

Mais de 1,8 milhão de pessoas já assinaram a petição do Greenpeace para criar um santuário ecológico no Ártico. Entre elas, celebridades como Paul McCartney e Penélope Cruz, que reconhecem a importância da preservação desse ecossistema. Participe também e assine a petição em http://www.salveoartico.org.br/.

Assine a petição