A atriz Lucy Lawless e outros sete ativistas ocuparam o navio Noble Discoverer para impedir que a Shell explorasse petróleo no Ártico. (©Nigel Marple/Greenpeace)

 

A atriz Lucy Lawless, protagonista da série “Xena, a Princesa Guerreira”, e outros seis ativistas do Greenpeace foram, hoje, ao Tribunal do distrito de Taranaki, na costa leste da ilha norte da Nova Zelândia, onde receberam a sentença de cumprir 120 horas de trabalho comunitário por terem ocupado o navio petroleiro da Shell, Noble Discoverer, em fevereiro de 2012.

A ocupação pacífica que começou no dia 24 e durou 77 horas tinha como objetivo impedir que a Shell conseguisse explorar petróleo no frágil ecossistema Ártico. “Estamos orgulhosos por termos tentado parar com os planos imprudentes e gananciosos de perfurar no Ártico”, afirmou Lawless.

Além do trabalho comunitário, os ativistas foram sentenciados a pagar US$5.210 em reparação ao porto de Taranaki. A Shell havia pedido US$ 650 mil alegando que a ocupação teria causado danos aos seus equipamentos, mas o advogado dos ativistas considerou o pedido excessivo e injustificável.

“Desde que ocupamos o Noble Discoverer, ficou evidente para todos que assistiram a ação, para os milhões que assinaram a petição do Greenpeace, para o governo norte-americano – que está examinando os planos da Shell agora – que perfurar o Ártico nunca será uma atividade segura”, disse Lawless.

Os eventos que aconteceram com a Shell após a ocupação confirmaram a fala da atriz. Em julho, a âncora do Noble Discoverer desprendeu-se do navio, deixando-o a deriva na Baía de Dutch, no Alaska. Alguns meses depois, em novembro, quando o navio retornava para a Baía, seu motor pegou fogo. A empresa ainda teve que lidar com outros incidentes em dezembro e janeiro quando uma plataforma encalhou, deixando claro o quão inviável é a exploração no Ártico. 

Para proteger o Ártico o Greenpeace lançou uma petição que propõe a criação de um santuário internacional no polo norte. Proteja o Ártico, assine e divulgue em www.salveoartico.org.br

Assine a petição