Foi noticiado pela imprensa que a construção da usina nuclear Angra 3 vai receber financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ou seja, dinheiro público vai pagar a conta de um projeto que a maioria dos brasileiros não quer - segundo pesquisa do Iser (2004), 80% da população é contra a construção de novas usinas nucleares no país.

Por conta disso, nós enviamos ao banco algumas perguntas básicas para esclarecer os motivos do investimento de bilhões de reais em Angra 3:

  • O BNDES vai financiar o valor atualizado com a recomendação do TCU?
  • Como o BNDES pretende controlar os gastos com a obra a fim de evitar o superfaturamento?
  • O Banco prevê algum tipo de sanção neste caso?
  • Quais as condições e exigências sociais, ambientais e econômicas impostas para liberar o financiamento?
  • Qual valor o Banco se comprometeu a financiar?
  • Que porcentagem representa este valor em relação ao custo total da obra?
  • Com qual taxa de retorno do investimento o BNDES está operando?
  • Quais os prazos para a liberação do empréstimo e para o seu ressarcimento?
  • Qual a margem de risco do investimento?
  • Qual o valor destinado pelo BNDES para o financiamento de fontes renováveis como eólica, solar e biomassa?
Leia aqui a íntegra da carta que enviamos ao BNDES no último dia 10 de junho.