© Ulet Ifansati / Greenpeace

 

Em junho uma grande névoa de poluição invadiu o céu da Malásia e da Cingapura, no Sudeste Asiático. O fenômeno, segundo  Yuyun Indradi, da campanha de florestas do Greenpeace do Sudeste Asiático, resulta de décadas de desmatamento e drenagem desmedida de terras turfosas (um tipo de solo que acumula muita matéria orgânica e, por consequência, concentra alto teor de carbono que, quando liberado, contribui para formar as resistentes nuvens que atravessam fronteiras e invadem diferentes cidades da região).

As indústrias produtoras de óleo de palma, muito utilizado na fórmula de alimentos como chocolates, massas e margarinas, representam a maior fatia dos que demandam por novas áreas de plantio, principalmente na Indonésia e Malásia. E insistem na perigosa fórmula de destruição das florestas e terras turfosas, o que vem provocando a multiplicação de queimadas e o aumento da poluição no campo e nos centro urbanos.

Ontem, dia 17, enquanto a cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático se reunia para discutir soluções para combater o problema que afeta suas populações e reduz drasticamente a qualidade de vida nas grandes metrópoles, o Greenpeace divulgou uma declaração oficial sobre o tema e expôs histórias de vidas afetadas pelo crescente número de incêndios.

“Demandamos que as empresas e os governos se comprometam com o fim da destruição das florestas e das terras turfosas e endureçam as leis para protegê-las”, disse Yuyun Indradi, que também pediu a revisão das concessões existentes para exploração de terras turfosas e florestas, além do aumento da transparência nas novas concessões. “A Associação das Nações do Sudeste Asiático precisa ir além das palavras no sentido de fortalecer as ações preventivas”, completou, ressaltando a necessidade de implementação de um sistema de avaliação de impacto ambiental transfronteiriço no tratado já existente entre os países membros.

Leia a petição do Greenpeace do Sudeste Asiático (em inglês).